quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Oficina Pedagógica.

           Oficina... no sentido pedagógico se trata de uma forma de ensino e, sobretudo de aprender, mediante a realização de algo que se faz conjuntamente. É um aprender fazendo em grupo". (ANDER-EGG. 1991, p.9).          
           O aluno é sujeito atuante nesse processo de aprendizagem, ele tem opinião, é crítico e tem em seu domínio o manejo dos instrumentos cognitivos. Com a aula prática o aluno fica mais a vontade para expressar suas ideias, aumenta sua auto-estima, sua auto-confiança  melhorar o relacionamento com os colegas e professores.
        Escolhemos trabalhar com oficina para poder discutir conceitos por meio da prática com alunos do ensino médio do magistério. Nosso objetivo nessa oficina pedagógica, é fazer com que os alunos consigam caracterizar os elementos do mapa, utilizando recursos do seu cotidiano na construção de maquetes e na criação dos seus próprios mapas. A tarefa é fazer com que os alunos se mobilizem, tenham interesse, participando efetivamente das atividades propostas em sala de aula.

sábado, 30 de outubro de 2010

Monitoria.

           Na aula de monitoria levamos os alunos para uma saída a campo nos arredores da escola, onde poderiam fotografar diferentes situações e objetos.
          Quando chegamos na praça pedimos para que  fotografassem o máximo de objetos possíveis de diferentes ângulos e distâncias.Também explicamos que esse material seria usados no primeiro dia de estágio. Os alunos mostraram comprometimento e realizaram a atividade com êxito.




Monitoria.

       Fotos tiradas pelos alunos na saída a campo.
        

                                                                      

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Construindo conceitos de representações.

         Na primeira aula mostramos slides com as fotos tiradas por eles .
        Nessa aula escolheram uma foto para fazer um desenho da imagem escolhida.
    Depois do desenho questionamos:
1-Qual imagem se parecia mais com o real, a foto ou o desenho?
2-Qual das imagens apresenta mais riqueza de detalhes?

Caracterizando os diferentes tipos de representações

       A segunda atividade proposta foi construir uma maquete que representa-se a foto escolhida pelo aluno. Eles fizeram essa atividade em dupla. Nesse momento o aluno precisa coordenar pontos de vista, reduzir proporcionalmente as medidas do real para a construção da maquete.



      Depois da maquete pronta voltamos a conversar sobre o que haviam feito. Comentamos dizendo que eles já tinham três formas de representar o espaço: fotografado, desenhando e representando numa maquete.
    Nesse momento queríamos mostrar que as representações não são feitas do tamanho real e sim é necessário reduzir para poder representar.

Construindo conceitos de escala

        Quando mostramos as fotos para os alunos, na primeira aula, iniciamos a construção do conceito de escala. Naquele momento mostramos uma imagem da igreja Matriz em detalhe, portanto de escala grande e, uma outra foto tirada a distância onde era possível ver toda a igreja, em escala pequena.
         A escala é uma informação importante no mapa. Além de informar quantas vezes o tamanho real foi reduzido, nos dá a noção da quantidade de detalhes que o mapa mostra. Dependendo das necessidades e dos objetivos de quem esta utilizando o mapa, a escolha do mapa mais apropriado é facilitada pelo conhecimento da escala.

A próxima ativadade:
         Numa folha quadriculado havia um barquinho desenhado e os alunos tinham que reduzir esse barco pela metade.



    


Construir a maquete da sala de aula

      A proposta de trabalhos em grupo para a construção de uma maquete detalhada da sala de aula, com a localização e a quantidade exata de seus elementos. Costuma-se usar sucata, coisas já utilizadas, ou material barato: caixas de sapato, caixas e palitos de fósforo, papelão, revistas velhas, sementes, retalhos, barbante, cola, tesoura, tampinhas de refrigerante, papel, lápis de cor, etc. A diversidade de material talvez estimule a criatividade dos alunos.  A maquete ainda permite experiências que envolvem questões de ponto de vista e projeção. Com esse trabalho conseguimos lançar questões e idéias do conceito de perspectiva ou visão. Explicamos que esse é um aspecto da percepção visual do espaço e dos objetos nele contidos pelo olho humano e que depende de um determinado ponto de vista e das condições do observador.
        
       Para fazer essa maquete pedimos para que cada dupla medisse a sala de aula com um barbante e que fosse dobrando ele de acordo com o tamanho da sua caixa a quantidade de vezes que a sala ia sendo reduzida, portanto os alunos teriam a escala, essa redução é anotado. A maquete deve levar em conta as características do lugar e nela deve conter a mesma quantidade de objetos. Os comprimentos das outras paredes e de todos os elementos da sala (carteiras, portas, lousa, janelas, etc.) devem ser reduzidos esse mesmo número de vezes, sempre usando barbante. Depois é só recortar as carteiras e outros móveis em papel colorido para  garantir um destaque sobre o fundo da caixa.


 


O uso de maquete favorece a passagem da representação tridimensional para a bidimensional, por possibilitar domínio visual do espaço, a partir de um modelo reduzido. (ALMEIDA, pg. 77, 2003)

Projetar a maquete no plano


Após a construção da maquete é hora de construir a  da Planta da sala de aula.
 Cobrindo a maquete com plástico incolor transparente (ou papel celofane), pedimos aos  alunos que olhem cada objeto da maquete exatamente de cima (ponto de vista vertical) e que copiem seus contornos (incluindo aí as paredes).
 E, para chegar à planta, os objetos foram projetados sobre o plástico de uma mesma maneira, o que resultou num único ponto de vista.
Para caracterizar o mapa instigamos os alunos a dar um nome a esse mapa, que seria o nosso titulo e como vamos saber o que tem no mapa? Como    vamos fazer a leitura desse mapa? Através da legenda.

Orientação com o relógio de sol

                   Cada aluno irá construir o seu próprio relógio. Essa atividade busca analisar o movimento aparente do sol.
O relógio de sol pode ser feito usando uma prancha com um orifício central, no qual se fixa uma estaca na vertical. Utilizamos o relógio de sol para indicar a direção, além das orientações básicas(em frete, atrás, a direita, a esquerda) existe as direções indicadas pelos pontos cardeiais: Norte, Sul, Leste, Oeste, que será representada no mapa através da rosa dos ventos.


Conciderações Finais:

              Essa oficina buscou proporcionar a integração aluno/professor e aluno/aluno numa troca de experiências de habilidades nas atividades manuais propostas. E o aprendizado com as aulas práticas sobre o conteúdo de cartografia.
            Os alunos viveram momentos de aprendizagem construindo o seu próprio conhecimento através da construção do seu material didático. Com questionamentos propostos pelas professoras os alunos aos poucos foram despertando curiosidade e aprendendo o seu significado criando os seus  conceitos.
             Ter conhecimento em cartografia é muito importante.....(relato no portfólio dos alunos).

             
















                   Fazer a oficina com os alunos do magistério com certeza foi muito gratificante porque ao longo do estágios podemos trocar informações e experiências com os alunos que também estavam estagiando em escolas.